Fi-lo Porque Qui-lo

Meus Aluninhos de Itaipava

Setembro 21, 2009 · 1 Comentário

Como de costume, sempre coloco por aqui fotos dos meus aluninhos.

Agora meus pimpolhos são de Itaipava, terceiro distrito de Petrópolis.

Esses aí são do Educandário Menino Jesus.

É uma pena só dar aula de HGPT (história e geografia de Petrópolis e Turismo), assunto que não domino. Aliás, não sabia muita coisa até agora, que sou obrigado a preparar aulas sobre o tema. Minha esperança é que no ano que vem consiga turmas como professor de história, que é minha área de formação.

Acho que é só clicar na imagem pra ver a foto no tamanho real.

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Rock and Roll

Setembro 12, 2009 · Deixe um comentário

Acho que quase todo mundo sabe, tenho um grupo de rock, toco baixo, e de foto PBvez em quando esse grupo toca por aí. O principal público tem sido os motoclubes, aquele pessoal vestido de preto com caveira pra tudo quanto é lado que adora um bom e velho rock and roll. Que bom! Porque nós também adoramos.

O nome da banda é velho: Rink às 10 era o nome da foto PB IIminha primeira banda, formada em 1989. A banda atual foi formada no início do ano passado, e quanta diferença!

As fotos são da última apresentação, no dia 5 de setembro, no casamento de Ladeira, do motoclube Amortecedores.

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TOCA RAUL!!!

Agosto 22, 2009 · Deixe um comentário

Hoje sou professor. Mas há vinte anos eu estava do outro lado da sala de aula. Tímido, envergonhado, não era do tipo de aluno bagunceiro. Cursava o primeiro ano do antigo segundo grau, hoje ensino médio. Me lembro que tive que fazer um trabalho para Literatura. O trabalho consistia em fazer uma comparação entre obras de épocas diferentes. Puxei a brasa pra minha sardinha, claro, que era música. Comparei uma música de uma banda de punk-rock que fazia sucesso naquela época – Plebe Rude – com uma música de Raul Seixas. Analisei como o Raul Seixas tinha que fazer sua crítica político-social de uma maneira bastante metafórica, em “Mosca na Sopa”. Tudo tinha que ser entendido nas entrelinhas, como convinha num regime ditatorial, como o que o Brasil vivia. Já a música da Plebe Rude – “Proteção” – escancarava nas críticas, como já era permitido pela abertura política que o país vivia nos anos 80.raul

Alguns dias depois de entregar o trabalho ao professor, Raulzito morre. Credo em cruz! Até hoje me lembro dessa coincidência macabra. Só mesmo invocando a música do dito cujo:

CANTO PARA A MINHA MORTE

(Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho)

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas… Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio…

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite…

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

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VOCÊ SABE QUE ESTÁ FICANDO VELHO QUANDO…

Agosto 16, 2009 · 6 Comentários

Ontem passou um sujeito aqui em casa oferecendo seus serviços. Cobrou trinta reais para aparar a grama. Disse que não precisava, que eu tinha comprado um aparador elétrico, e tal. Ele argumentou que não era a mesma coisa, ele era profissional, essas coisas. Insistiu pra que eu pegasse ao menos seu telefone para contato. Acabei concordando. Fui além, numas dessas necessidades incontroláveis de tentar parecer simpático, e disse que não era só o fato de não saber aparar direito, que não ficava tão certinho, disse que além de tudo era uma tarefa que cansava muito, e eu acabava dividindo a grama em partes, demorando vários dias pra acertar todo o quintal. Ele concordou com ênfase, dizendo: “é cansativo pra mim, que sou novo, imagina pro senhor”. Ah, tá. Só por curiosidade, ainda perguntei qual era a sua idade. Trinta e três anos. Ah, tá.

Obs: Eu tenho trinta e cinco.

P.S.: hoje acordei com uma gripe daquelas. Tomara que não seja a danada da suína. Também, quem manda não tomar a vacina do idoso?

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Petrópolis

Março 14, 2009 · 1 Comentário

brazil-petropolis1Em 2005 fiz um concurso público pra trabalhar em Petrópolis, a cidade imperial na região serrana do Rio de Janeiro. Não estudei pra fazer a prova, coisa bastante normal em se tratando de minha pessoa. Me deparei inclusive com questões específicas sobre a história da cidade de Petrópolis, que, evidentemente, eu não sabia. Se tivesse pelo menos lido o edital direitinho saberia que isso ia acontecer. Pois bem: recentemente recebi um telegrama de convocação para assumir o cargo. Participei da reunião preliminar, explicando direitinho os passos a serem dados até entrar em sala de aula. Muitos documentos exigidos, assim como exames médicos. A funcionária da prefeitura deixou claro que quem morava fora da cidade de Petrópolis poderia fazer os exames na sua cidade e depois entregá-los junto com os outros documentos. Cheguei no laboratório e soube que tinha que fazer a transcrição do pedido para o formulário da unimed, e que isso poderia ser feito na própria unimed, que ficava praticamente ao lado do laboratório. Lá fui eu pedir a transcrição para o formulário e o atendente me comunicou que exame admissional o plano de saúde não cobre. Tentei argumentar do absurdo da coisa, já que eu pago o plano todo mês e não seria justo que exatamente quando preciso dele, tenho que pagar do meu bolso. Ou seja, estaria pagando duas vezes pela mesma coisa, etecétera e tal. Não adiantou, ele foi taxativo: está no contrato, não tem jeito. Resultado: fui num médico qualquer, pedi uma consulta, disse que queria fazer um periódico completo, com todos os exames, essas coisas, e saí de lá com os mesmos pedidos de exames que tinha antes, só que agora no formulário da unimed direitinho, e pude fazer finalmente os exames como queria desde o início. Moral da história: quem tenta se dar bem acaba podendo levar a pior. A “burrocracia” da unimed a fez pagar por duas coisas quando na verdade só precisava pagar por uma. O plano teve que cobrir a consulta do médico e mais o exame, quando poderia pagar somente pelo último.

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Bola Murcha

Março 9, 2009 · 1 Comentário

Bem que não costumo jogar futebol porque sempre fui ruim de bola.

atleta de fim de semana

atleta de fim de semana

Mas não é que nesse fim de semana atendi aos apelos para que eu participasse de uma pelada? Não deu outra: mais do que um atleta de fim de semana, sou um atleta de uma vez na vida outra na morte. . Acabei todo doído, quase que não agüento nem andar. Além de tudo, já estou numa certa idade, que as piadinhas se seguem:

- É problema de umidade. Quando chega em uma idade…

- É problema de junta. Junta tudo e joga fora.

E por aí vai…

Bola MurchaAté que consegui jogar mais tempo do que pensei que fosse conseguir: foram cerca de vinte minutos de cenas dignas de fazer parte do Fantástico, só que no quadro “bola murcha”.

Agora só falta dizer: eu sabia, eu avisei, não avisei?

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Carnaval 2009: Tantas emoções…

Março 1, 2009 · Deixe um comentário

Cronologia do carnaval 2009:

Na sexta-feira, o tradiciona bloco Embaixadores da Folia foi bem animado.

No sábado, fiquei por Niterói mesmo.

Domingo o dia começou com o Cordão do Boitatá na Praça XV. Depois fomos pro Jardim Botânico pra tentar curtir o Bangalafumenga. Mas infelizmente, ele entrou pra lista daqueles blocos impraticáveis, como o Bola Preta. A gente não consegue nem andar, nem dançar, nem nada…

Roberto Carlos

Roberto Carlos

Na segunda-feira eu presenciei incrédulo ao bloco mais inusitado dos últimos tempos: o Exalta Rei foi criado pra homenagear o rei Roberto Carlos. Ele percorre as apertadas ruas da Urca, onde mora o homenageado, tocando e cantando apenas músicas do rei. O ápice foi a parada na frente do prédio onde mora a sua magestade, e não é que ele apareceu, acenou, agradeceu, se mostrou emocionado, recebeu flores, etc  (foto acima).  Depois do delírio absoluto, fomos pra Lapa e ainda deu pra pegar o finalzinho do bloco Mão de Lata.

Na terça-feira, outro bloco bastante diferente: o Orquestra Voadora, que não toca nenhuma dessas marchinhas nem sambas de carnaval. No repertório, Tim Maia, Mutantes, Gilberto Gil, e até Jimi Hendrix, tudo isso no gramado do MAM.  À noite fomos pra av. Rio Branco e curtimos um pouco do tradicional carnaval de rua da cidade: mais uma vez o Embaixadores da Folia e depois o Cacique de Ramos.

Infelizmente, dois blocos bem legais se tornaram impossíveis de entrar: o Carmelitas e o Céu na Terra, ambos nas apertadas ruas de Santa Tereza.

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De Outros Carnavais

Fevereiro 24, 2009 · Deixe um comentário

1997 foi um ano muito especial.

Foi exatamente na terça feira de carnaval que começava um lindo relacionamento de amor, parceria, confiança e, por que não dizer? Longevidade.

Para completar o carnaval, e mostrar que tudo daria realmente certo, a minha escola de samba foi campeã: a Viradouro arrasou com um samba contagiante, com direito a batida de funk e tudo – “Vou cair na gandaia / Com a minha bateria / No balanço da mulata / Explosão de alegria”.

Na época eu morava em São Gonçalo e no início do namoro eu não tinha telefone em casa nem celular. Início de namoro, momento intenso, e pra ligar pra amada tinha que recorrer ao orelhão, que volta e meia estava quebrado. O caminho até a casa dela era, digamos, confuso. Engarrafamento na ponte significava longos momentos de tédio e nervosismo parado no trânsito. E justamente nesse ano, foi lançada uma música que falava dessa situação: “São Gonça”, de Seu Jorge, que na época cantava no grupo Farofa Carioca. Lá vai a letra:

Pretinha
Faço tudo pelo nosso amor
Faço tudo pelo bem de nosso bem (meu bem)
A saudade é minha dor
Que anda arrasando com meu coração
Não Duvide que um dia
Eu te darei o céu
Meu amor junto com um anel
Pra gente se casar
No cartório ou na igreja
Se você quiser
Se não quiser, tudo bem (meu bem)
Mas tente compreender
Morando em São Gonçalo você sabe como é
Hoje a tarde a ponte engarrafou
E eu fiquei a pé
Tentei ligar pra você
O orelhão da minha rua
Estava escangalhado
Meu cartão tava zerado
Mas você crê se quiser…

Como o carnaval ainda não acabou, na semana que vem escrevo sobre os blocos de rua que eu fui, e a grande sensação deste carnaval: o Exalta Rei.

Aguardem!

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1986: UMA CONVERSA SOBRE MÚSICA E POESIA

Outubro 6, 2008 · 4 Comentários

 Em 1986 eu estava fascinado pelas bandas de rock que estouravam feito pipoca naquela época. Mas o objeto de meu fascínio tinha origem um pouco mais remota. Entrando na adolescência, me encantava principalmente com as bandas surgidas como conseqüência do fenômeno punk que havia balançado as estruturas do rock’n roll – que andava meio perdido nos virtuosismos do rock progressivo. Às pioneiras Sex Pistols e The Clash seguiram-se várias outras, de estilos variados, mas como ramificações daquele mesmo punk surgido no verão 76/77. Pós-punk, new wave, ska, e uma infinidade de bandas que passaram a freqüentar o meu toca-discos. U2, Smiths, Police, Cure, e no Brasil, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs, Capital Inicial, Plebe Rude… todas elas eram conhecidas em primeira mão pelas ondas da rádio niteroiense Fluminense FM, sintonizada na freqüência 94,9 do dial, mais conhecida pelos aficcionados como MALDITA.

Em 1986 eu escutava a mardita direto. Me lembro de escutar o primeiro disco do Legião Urbana em uma fita cassete que era gravada de um para o outro a partir de um LP original. Fiquei conhecendo as músicas do segundo disco, ainda quente saído do forno, numa festa de aniversário que fui, e o disco rolou inteirinho.

Foi neste ano que foi lançado um disco de um britânico que cantava, solitariamente ao violão, baladas suaves e serenas. Billy Bragg nem parecia ter surgido naquele mesmo verão punk londrino, em meio à barulhenta saraivada de guitarras distorcidas e baterias altamente aceleradas.

Não era seu primeiro LP, mas foi o primeiro que conheci. Aliás, só fui conhecer o disco todo quando o comprei uns dois anos depois no recém inaugurado Plaza Shopping. Aliás, implorei insistentemente – que pirralho chato – pra minha mãe comprar. Em 86 eu só conhecia uma única e singela canção: Levi Stubbs’ Tears, que tocava sempre numa certa freqüência de rádio que vinha de Niterói. Pois é. Foi através da Flu FM que aqueles acordes penetraram na minha mente e marcaram profundamente a minha formação musical.

Passados tantos anos, consigo perceber algumas influências que outras bandas tiveram, seja depois ou mais ou menos na mesma época. Pra começar, sempre achei que a banda Green Day tinha influências fortíssimas desse cara, só que com uma bateria a mil por hora. E agora, com o advento da internet e do fabuloso youtube, pude finalmente conhecer o clipe de “Levi Stubbs’ Tears”, e me lembrei demais daquele clipe de “tempo perdido”, do Legião Urbana. Só pra deixar registrado: o lançamento, tanto do disco “dois”, do Legião, que contém a música citada, e de “Talkin with taxman about poetry”, do Billy Bragg, que contém a outra música citada, são do mesmo ano: 1986.

E por falar em influências, ele próprio parece ser uma releitura. Algo como um Bob Dylan moderno. Quer dizer, moderno há mais de 20 anos atrás, claro.

(clipe de “Lebi Stubbs Tears”, do Billy Bragg)

(clipe de “Tempo Perdido”, do Legião Urbana)

 

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De novo Eu e Meus Pimpolhos

Setembro 27, 2008 · 2 Comentários

Este post na verdade está sendo republicado. Achei que a situação era oportuna para isto.

Uma das melhores coisas da minha profissão é contato diário com tantas pessoas diferentes e as amizades que são criadas, apesar da grande diferença de idade, e, conseqüentemente, de interesses.

Não é raro me deparar hoje em dia (na maior parte das vezes via internet) com ex-alunos meus que estão cursando faculdade. Alguns deles estudaram comigo na 5a série!

E eu me encho de orgulho de ter de alguma maneira participado de seu crescimento, aprendizado, e diria até mesmo de suas vidas. Aliás, num momento tão importante e marcante da vida como é a adolescência.

Alguns desses momentos ficam registrados através de uma grande paixão: a fotografia. A foto acima é do aniversário de 15 anos de Juliana, que foi minha aluna na 8a série e hoje estuda na UFF.

Abaixo, as fotos mais recentes, que os alunos andaram cobrando durante a semana. Como promessa é dívida, elas estão aí:

701
701
801

Acho que é só clicar na miniatura que abre uma janela com a foto em tamanho grande.

Qualquer problema para abrir, me comuniquem nas aulas.

Um grande abraço a todos.

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