Sugestões Bibliográficas

Há duzentos anos atrás o Brasil dava os primeiros passos para a sua independência política. Não existem exemplos parecidos na história de um translado de todo o aparato administrativo de um país para outro continente.

O mundo estava mudando. Reis estavam sendo decapitados. A rainha de Portugal havia enlouquecido. Depois da Revolução Francesa quem mais acreditaria no poder divino dos reis? Eles já não eram mais necessários. Agora precisavam provar sua utilidade. O mundo europeu estava dominado por um general: Napoleão Bonaparte.

1808 como uma rainha louca um principe medroso e uma corte corrupta enganaram napoleao e mudaram a historia do brasil e de portugalÉ neste cenário conturbado que ocorre a mudança do governo português para o Rio de Janeiro. Este acontecimento trouxe profundas transformações para nós brasileiros, e podemos mesmo dizer que era dado o pontapé no processo de independência do Brasil.

Várias coisas foram escritas e mostradas sobre esta data importante: matérias em jornais, revistas, reportagens na TV, CD Rom vendido nas bancas, e muitos livros nas vitrines das livrarias. Entre tantos, acho que um dos maiores sucessos de vendas foi aquele lançado pelo jornalista Laurentino Gomes: “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”.1808 edicao juvenil

N’outro dia estava no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil) esperando minha esposa para irmos à Casa França-Brasil dar uma espiadinha na exposição de Debret. Durante o tempo de espera, folheando alguns livros da filial da charmosa mas careira Livraria da Travessa que tem lá dentro, me deparei com uma versão juvenil do livro de Laurentino Gomes. Segurei a vontade – compras nunca devem ser feitas de ímpeto – e acabei comprando o livrinho em Niterói com um razoável descontinho. E o mais interessante foi encontrar um outro livro bacana: “A História do Brasil explicada aos meus filhos”, da brilhante historiadora Isabel Lustosa.

Estes livros voltados para o público juvenil são ótimos para professores, já que precisamos de material para preparar aulas e provas a partir de uma linguagem mais acessível aos queridos aluninhos do ensino fundamental.

Aos amigos do pré-vestibular, o original do Laurentino pode ser uma boa sugestão de leitura. Já para os amiguinhos da sétima série, qualquer um dos dois livrinhos comentados acima se mostram uma leitura agradável e importante para entender melhor o nosso passado.

 

Published in: on junho 8, 2008 at 2:56 pm  Deixe um comentário  

Não tomamos decisões, são as decisões que nos tomam a nós

“EM RIGOR, NÃO TOMAMOS DECISÕES, SÃO AS DECISÕES QUE NOS TOMAM A NÓS”.

“A prova encontramo-la em que, levando a vida a executar sucessivamente os mais diversos actos, não fazemos preceder cada um deles de um período de reflexão, de avaliação, de cálculo, ao fim do qual, e só então, é que nos declararíamos em condições de decidir se iríamos almoçar, ou comprar o jornal, ou procurar a mulher desconhecida”.

(José Saramago)

carnaval de 1997
Foto de meados de 1997, ano em que começamos a namorar.
Detalhe para a barriguinha, ou ausência dela, que denunciava ao longe os 69 Kg de então.
Hoje apresento uma considerável pança de um senhor de 94 Kg.
Aliás, quando ando, sinto mesmo o seu balançar…
Quanta diferença!

 

Todo o post é de 3 de janeiro do ano passado, foi publicado no meu fotolog. Gostei da citação do Saramago para começar bem o ano, já que essa é uma época das famosas promessas de fim de ano que todo mundo sabe que só servem como rito de passagem. Alguém se lembra do que prometeu no ano passado?

Como aproveito as férias pra colocar em dia as minhas leituras, provavelmente estava lendo Saramago nessa época. Só não lembro qual o livro.

Feliz 2007 a todos!

Published in: on janeiro 2, 2007 at 12:16 pm  Comments (2)  

De A-Ha a U2

Desde a adolescência, nos anos 80, quando adquiri o hábito da leitura – livros, jornais e revistas, principalmente assuntos relacionados à música, uma grande paixão – sempre observei bons jornalistas e acompanhava seus artigos sobre as bandas, filmes e tudo mais que me interessava ler.

O primeiro que me despertou atenção especial foi Tom Leão, do Globo, que sempre escrevia exatamente o que eu pensava sobre música em geral. Lançou, junto com Carlos Albuquerque, o Rio Fanzine, onde continua escrevendo. Depois descobri que ele era “afilhado” de Ana Maria Bahiana, jornalista fabulosa que admiro e respeito muito até hoje, também do Globo, que escreve sempre sobre cinema e recentemente lançou o livro Almanaque dos Anos 70.Z<p>eca Camargo

Já no iniciozinho dos anos 90 surgiu o Zeca Camargo, na então iniciante MTV brasileira. Mesmo depois que foi contratado pela Rede Globo, sempre continuou dando um jeito de fazer algumas matérias interessantes.

Tudo isso pra dizer que hoje vi uma entrevista sua na TV Câmara, realizada em Brasília, pois está lançando um livro (De A-Ha a U2) com os bastidores das várias entrevistas que já fez com astros da música do mundo inteiro. Muito Inteligente, deu dicas para uma platéia cheia de universitários – muitos estudantes de jornalismo – e contou um pouco de seus medos e angústias de início de carreira, de como aprendeu a separar o fã do profissional, pois já estragou uma entrevista com Michael Stipe, vocalista do R.E.M. por esse motivo, e outras coisas mais.

Boa sugestão para leitura.

Assim que tiver tempo ($) vou ler.

Published in: on outubro 22, 2006 at 9:08 pm  Comments (4)