COMEÇANDO O ANO

Finalmente estou de volta, incentivado pela minha sobrinha preferida, Carol.

Não sei se vou conseguir manter o blog realmente ativo, com uma frequência aceitavel, mas vou tentar.

Pra começar, um post sobre o início das aulas.

Vez em quando uso um artifício nas primeiras aulas do ano pra quebrar o gelo, principalmente com turmas novas, que não conheço. Consiste em fazer uma brincadeirinha com a turma usando uma música. Coloco os pimpolhos pra ouvir uma canção de um grupo meio desconhecido dos anos 80 (Os Mulheres Negras), e pedir pra que eles escrevam tudo que conseguiram entender da letra. Quem conseguir acertar o maior número de palavras ganha a brincadeira e leva um superprêmio todo especial: uma bala juquinha. No final é a maior curtição, porque passamos a comparar a letra verdadeira com os absurdos que foram escritos pelos alunos. O maior barato. Normalmente a galerinha adora a brincadeira e alguns passam a gostar até mesmo da banda, procuram na internet, essas coisas.

O nome da música é “Só Tetele”. Coloco a seguir dois vídeos da mesma música: o primeiro é o clipe oficial, e o segundo é a apresentação ao vivo da banda no antigo programa do Serginho Groisman na TV Cultura, o Matéria Prima.

Published in: on março 8, 2010 at 11:01 pm  Deixe um comentário  

O MUNDO É UM MOINHO

Hoje em dia estou acostumado a escutar pelas esquinas a atual música “de morro”, o funk carioca, considerado pelo senso comum de baixa qualidade – relativizações à parte, coisa que também acho – quase sempre me leva a pensar sobre esta mesma música “de morro” em outras épocas e outras realidades. Nunca canso de admirar a bela poesia contida nas canções de Cartola, por exemplo. Homem de morro, fazendo música de morro, em certo sentido em contraposição a Chico Buarque, homem de berço, família de intelectuais. Mas igualmente genial. Sem esconder uma certa dose de preconceito, penso em como pode surgir de alguém com origem tão humilde, vivendo uma realidade tão crua, algo de tanta beleza e tanta sensibilidade.

Várias coisas cotidianas me remetem a alguma música. Assistindo a novela das oito me deparei com a triste história da personagem Joana, vivida pela atriz Fernanda Machado. Logo me veio à mente a grande obra-prima de Cartola, A VIDA É UM MOINHO, que ao que parece, ele fez pra sua filha, que por um desses descaminhos do destino estava – como se dizia na época – entrando “na vida” (hoje em dia isto adquiriu um nome mais sofisticado de “garota de programa”). Dizem que Cartola fez a música durante uma noite em claro que passou assim que soube do que estava acontecendo com a filha:

O MUNDO É UM MOINHO
(Cartola)

Ainda é cedo, amor
mal começaste a conhecer a vida
já anuncias a hora de partida
sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco a tua vida
e em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem , amor
preste atenção, o mundo é um moinho
vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
vai reduzir as ilusões a pó…

Preste atenção, querida
de cada amor tu herdarás só o cinismo
quando notares estás à beira do abismo
abismo que cavaste com os teus pés

Para quem não conhece a música ou não liga o nome à pessoa, aí embaixo está um vídeo da música cantada por Beth Carvalho.


Published in: on agosto 15, 2007 at 8:15 pm  Comments (8)  

Veja só

veja essaA revista Veja publicou na coluna Veja Essa da edição da semana passada um texto acusando o multi-mídia Marcelo Tas, que tem um blog na Uol, de ser “chapa-branca”, ou melhor, de ser pró-Lula em meio à campanha presidencial. Como prova empírica de tal afirmação, a revista lembra que Marcelo Tas apresenta um programa (“saca-rolha”, ao lado de Lobão e Mariana Weickert) no canal de tv Rede 21, que é controlado pelo Grupo Bandeirantes em co-gestão com a Gamecorp, empresa da qual o filho de Lula é sócio.

Acontece que eu sempre fui tanto freqüentadador do blog do Tas quanto expectador do Saca-Rolha e posso afirmar enfaticamente que em ambos ele sempre fez severas críticas ao governo Lula, diria até mesmo que devido a essa postura que ele sempre esteve politicamente mais próximo da oposição do que do governo Lula em todos os seus comentários durante toda a campanha.

O fato é: será que o jornalista da Veja nem sequer se deu o trabalho de conferir o blog e o programa de Tv para escrever a sua coluna, ou – o que acho mais provável – ignora o conteúdo desses veículos porque tem a clara intenção de fazer uma crítica de Lula a qualquer custo, demonstrando com isso sua parcialidade jornalística na campanha presidencial?

***

Obs: já publiquei algo sobre o Marcelo Tas no antigo fi-lo porque qui-lo:

Um dos caras que mais admiro na TV, desde os anos 80, é o Marcelo Tas. Seu currículo é extenso:

  • Diretor, apresentador e roteirista de TV. Participou da criação de alguns programas inovadores na televisão brasileira. Entre eles: “Rá-Tim-Bum” e “Castelo Rá-Tim-Bum” na TV Cultura de São Paulo e “Programa Legal”, na TV Globo.
  • Tas é um dos membros fundadores da produtora independente “Olhar Eletrônico”, pioneira na renovação da linguagem televisiva dos anos 80 – onde ele dirigiu e interpretou o repórter ficcional “Ernesto Varela”, programa que contava com a co-direção de Fernando Meirelles, que mais tarde viria ser indicado ao Oscar de direção por “Cidade de Deus”.
  • Atualmente, Tas apresenta o programa “Vitrine”, na TV Cultura de S. Paulo, um dos primeiros a tratar da internet e das novas mídias em TV aberta no Brasil.

Precisa de mais alguma coisa?

Ah, o blog do Marcelo Tas está “linkado” ali do lado, no meio daquel montaréu de links, é só procurar, e sempre que quiserem uma leitura agradável e consistente, é só fazer uma visitinha…
Errata: Atualmente mesmo, o Tas apresenta o programa “Saca-Rolha” no canal Rede 21.

Published in: on novembro 11, 2006 at 1:34 am  Deixe um comentário  

De A-Ha a U2

Desde a adolescência, nos anos 80, quando adquiri o hábito da leitura – livros, jornais e revistas, principalmente assuntos relacionados à música, uma grande paixão – sempre observei bons jornalistas e acompanhava seus artigos sobre as bandas, filmes e tudo mais que me interessava ler.

O primeiro que me despertou atenção especial foi Tom Leão, do Globo, que sempre escrevia exatamente o que eu pensava sobre música em geral. Lançou, junto com Carlos Albuquerque, o Rio Fanzine, onde continua escrevendo. Depois descobri que ele era “afilhado” de Ana Maria Bahiana, jornalista fabulosa que admiro e respeito muito até hoje, também do Globo, que escreve sempre sobre cinema e recentemente lançou o livro Almanaque dos Anos 70.Z<p>eca Camargo

Já no iniciozinho dos anos 90 surgiu o Zeca Camargo, na então iniciante MTV brasileira. Mesmo depois que foi contratado pela Rede Globo, sempre continuou dando um jeito de fazer algumas matérias interessantes.

Tudo isso pra dizer que hoje vi uma entrevista sua na TV Câmara, realizada em Brasília, pois está lançando um livro (De A-Ha a U2) com os bastidores das várias entrevistas que já fez com astros da música do mundo inteiro. Muito Inteligente, deu dicas para uma platéia cheia de universitários – muitos estudantes de jornalismo – e contou um pouco de seus medos e angústias de início de carreira, de como aprendeu a separar o fã do profissional, pois já estragou uma entrevista com Michael Stipe, vocalista do R.E.M. por esse motivo, e outras coisas mais.

Boa sugestão para leitura.

Assim que tiver tempo ($) vou ler.

Published in: on outubro 22, 2006 at 9:08 pm  Comments (4)  

“Na minha época…”

Ano: 1986


Eu tinha 12 anos e parava qualquer coisa que estava fazendo (inclusive jogando bola) para assistir ao episódio da semana de A GATA E O RATO, que era a febre do momento entre os adolescentes. Protagonizado por Cybill Shepherd e Bruce Willis (quando ele ainda tinha cabelo), o seriado mostrava a relação conturbada entre Maddie e David, que tinham uma agência de detetives que via de regra não gerava lucro. A agência contava ainda com Agnes, uma secretária engraçadíssima que tinha uma vozinha infantil irritante e gostava de falar tudo rimando.

chips3.jpgOutro seriado que eu também adorava, não perdia um episódio era o CHIPS, com as aventuras de uma dupla de policiais rodoviários. Isso passava na primeira metade dos anos 80. No dia seguinte, o assunto era um só: “Viu chipzontem”? Na hora da brincadeira, saíamos pra andar de bicicleta sempre em duplas, o problema era que todo mundo queria ser o Eric Strada, o moreno que sempre se dava bem com as mulheres.

Também costumava ver outras bizarrices, como O HOMEM DE SEIS MILHÕES DE DÓLARES, A ILHA DA FANTASIA, SWAT, DANIEL BOONE, ELO PERDIDO, A FEITICEIRA, JEANNIE É UM GÊNIO e SPECTROMAN.

Ufa!

Published in: on outubro 18, 2006 at 5:26 pm  Comments (2)