THE POLICE

 

Tá legal, o preço foi caro demais. Injustificável.

Mas deixando esta polêmica pra trás, o show superou minhas expectativas:

Com exceção de uma pequena seqüência de músicas meio paradonas demais um pouco antes do meio do show, foi tudo perfeito. A começar pela pontualidade britânica. Os coroas continuam “mandando muito bem”. A guitarra simples mas criativa de Andy Summers, e a voz de Sting que ignora a ação do tempo. Mas o que mais deixa a platéia boquiaberta é a bateria, que normalmente é um instrumento apagado lá pra trás do palco, mas que com Stewart Copeland tem um destaque especial. Eu, que esperava apenas uma ótima apresentação do baterista, fui surpreendido por uma obra-prima, se é que se pode descrever assim uma apresentação. E olha que é a opinião de um baixista, que em condições normais de temperatura e pressão só teria olhos pro baixo.

E tudo isto introduzido pelos Paralamas do Sucesso, grupo que começou a carreira com uma fortíssima influência do original britânico, especialmente João Barone, que não por coincidência é conhecido como o melhor baterista da cena pop-rock brasileira.

Acho que estou ficando mal acostumado. Ou então, com o tempo, a gente vai ficando mais exigente. Ultimamente só tenho visto shows de primeira qualidade. The Police, Mutantes, Pepperband… só músicas que envolvem outras épocas, grupos extintos que voltam numa onda revival. Sorte nossa. Aliás, isso também é história, não? Uma história muito mais atraente do que tratados e guerras e heróis construídos em livros didáticos.

Agora só resta um gostinho de quero mais. Espero que a história continue a ser escrita, contada e recontada, para nosso deleite.

 

 

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Published in: on dezembro 12, 2007 at 7:56 pm  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Tirando toda a nostalgia e a adrenalina de lado, eu achei o show aqui muito paradinho. Sem energia. Só mesmo o baterista salvou. Ele conseguiu a proeza de contagiar o público mesmo sentado, atrás da bateria. Muito legal!

    Tô chegando, hein! 😀

  2. ops… quis dizer deixando de lado, e não tirando…


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