Fi-lo Porque Qui-lo

Memórias Cinematográficas de Machado de Assis

Junho 15, 2008 · Deixe um comentário

Na última sexta-feira surgiu o assunto no pré-vestibular de Itaipú. Claro que o tema rendeu, pois desde a adolescência que sou fã do escritor, e quando a conversa envereda para algo que gostamos…

Pois bem, na hora esqueci de comentar que minha prima Gisella está produzindo uma mostra com as obras de Machado de Assis que foram transportadas para a telona do cinema. A mostra recebeu o título de MEMÓRIAS CINEMATOGRÁFICAS DE MACHADO DE ASSIS, e está em cartaz na CAIXA CULTURAL, que fica próximo à estação de Metrô da Carioca.

A apresentação da proposta e a programação encontam-se na no site http://imagemtempo.com.br.

Um abraço a todos.

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Sugestões Bibliográficas

Junho 8, 2008 · Deixe um comentário

Há duzentos anos atrás o Brasil dava os primeiros passos para a sua independência política. Não existem exemplos parecidos na história de um translado de todo o aparato administrativo de um país para outro continente.

O mundo estava mudando. Reis estavam sendo decapitados. A rainha de Portugal havia enlouquecido. Depois da Revolução Francesa quem mais acreditaria no poder divino dos reis? Eles já não eram mais necessários. Agora precisavam provar sua utilidade. O mundo europeu estava dominado por um general: Napoleão Bonaparte.

1808 como uma rainha louca um principe medroso e uma corte corrupta enganaram napoleao e mudaram a historia do brasil e de portugalÉ neste cenário conturbado que ocorre a mudança do governo português para o Rio de Janeiro. Este acontecimento trouxe profundas transformações para nós brasileiros, e podemos mesmo dizer que era dado o pontapé no processo de independência do Brasil.

Várias coisas foram escritas e mostradas sobre esta data importante: matérias em jornais, revistas, reportagens na TV, CD Rom vendido nas bancas, e muitos livros nas vitrines das livrarias. Entre tantos, acho que um dos maiores sucessos de vendas foi aquele lançado pelo jornalista Laurentino Gomes: “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”.1808 edicao juvenil

N’outro dia estava no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil) esperando minha esposa para irmos à Casa França-Brasil dar uma espiadinha na exposição de Debret. Durante o tempo de espera, folheando alguns livros da filial da charmosa mas careira Livraria da Travessa que tem lá dentro, me deparei com uma versão juvenil do livro de Laurentino Gomes. Segurei a vontade – compras nunca devem ser feitas de ímpeto – e acabei comprando o livrinho em Niterói com um razoável descontinho. E o mais interessante foi encontrar um outro livro bacana: “A História do Brasil explicada aos meus filhos”, da brilhante historiadora Isabel Lustosa.

Estes livros voltados para o público juvenil são ótimos para professores, já que precisamos de material para preparar aulas e provas a partir de uma linguagem mais acessível aos queridos aluninhos do ensino fundamental.

Aos amigos do pré-vestibular, o original do Laurentino pode ser uma boa sugestão de leitura. Já para os amiguinhos da sétima série, qualquer um dos dois livrinhos comentados acima se mostram uma leitura agradável e importante para entender melhor o nosso passado.

 

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Uma pena

Maio 22, 2008 · Deixe um comentário

Gostaria de deixar registrado o meu pesar pela saída de Marina Silva do ministério do Meio Ambiente.

Uma das poucas pessoas no meio político que sempre demonstrou ser séria, íntegra, atuante. Ou seja, tudo o que os políticos deveriam ser. Além de ser uma figura emblemática: a mulher batalhadora, que ocupa um lugar importante na sociedade brasileira, etc.

Mas será que falhou na sua missão? Era, como o seu cargo exige, profunda defensora da Amazônia. E como podemos imaginar, a defesa da Amazônia e a rapidez nas licenças ambientais parecem ser como óleo e água.

O nosso consolo é que para o seu lugar foi convidado um político carioca também sério, também atuante, e que sempre foi envolvido em causas ambientais. Carlos Minc recebeu o convite justamente pela rapidez na concessão de licenças ambientais na secretaria do Estado do Rio de Janeiro. Mas como ele mesmo ressaltou em entrevista, o Rio de Janeiro ele conhece muito bem, sempre atuou na política fluminense. Mas em se tratando desse Brasilzão de Deus, a conversa é outra.

Fica a torcida por uma boa atuação do novo ministro.

Nossas próximas gerações agradecem.

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Desconectado

Fevereiro 25, 2008 · 1 Comentário

Estou escrevendo apenas para informar que estou desconectado da internet, por isso que o FI-LO PORQUE QUI-LO anda tão abandonadinho, tadinho…

Assim que voltar a ter acesso a internet voltarei a postar porraqui.

Um abraço!

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O Canto da Sereia

Janeiro 21, 2008 · 2 Comentários

Canto da Sereia

Quando o Canto da Sereia
Reluziu no seu olhar
Acertou na minha veia
Conseguiu me enfeitiçar…

Tem veneno o seu perfume
Que me faz o seu refém
Seu sorriso tem um lume
Que nenhuma estrela tem…

Tô com medo desse doce
Tô comendo em sua mão
Nunca imaginei que fosse
Mergulhar na tentação
Essa boca que me beija
Me enlouquece de paixão
Te entreguei numa bandeja
A chave do meu coração…

Seu tempero me deixa bolado
É um mel misturado com dendê
No seu colo eu me embalo
Eu me embolo
Até numa casinha de sapê
Como é lindo o bailado
Debaixo dessa sua saia godê
Quando roda no bamba querer
Fazendo um fuzuê…

Minha deusa esse seu encanto
Parece que veio do ilê
Ou será de um jogo de jongo
Que fica no corumbandê
Eu só sei que o som do batuque
É um truque do seu balancê
Preta cola comigo porque
Tô amando você…

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PS: Registro fotográfico feito por Angelisa, minha prima.
Os versos são cantados por Zeca Pagodinho, em música que serviu de tema de entrada dos noivos no Rancho das Flores, e que serve de tema musical para a minha vida nos últimos quase onze anos.

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12 de Janeiro

Janeiro 10, 2008 · 1 Comentário

casamento

Está chegando o dia D.

Levei quase 11 anos pra tomar uma atitude, e olha aí em cima o fiel retrato dessa atitude.

Casamento é coisa pra uma vez só mesmo.

Já estou atendendo telefonemas com “quanto é?” no lugar de “alô”.

Como diz Maurício Valladares, “é muita pressão no turbo”.

Vou casar no dia do aniversário de Nando Reis.

Nem vou dizer mais nada não, acho que estou ficando meio apreensivo…

Nando Reis

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THE POLICE

Dezembro 12, 2007 · 2 Comentários

 

Tá legal, o preço foi caro demais. Injustificável.

Mas deixando esta polêmica pra trás, o show superou minhas expectativas:

Com exceção de uma pequena seqüência de músicas meio paradonas demais um pouco antes do meio do show, foi tudo perfeito. A começar pela pontualidade britânica. Os coroas continuam “mandando muito bem”. A guitarra simples mas criativa de Andy Summers, e a voz de Sting que ignora a ação do tempo. Mas o que mais deixa a platéia boquiaberta é a bateria, que normalmente é um instrumento apagado lá pra trás do palco, mas que com Stewart Copeland tem um destaque especial. Eu, que esperava apenas uma ótima apresentação do baterista, fui surpreendido por uma obra-prima, se é que se pode descrever assim uma apresentação. E olha que é a opinião de um baixista, que em condições normais de temperatura e pressão só teria olhos pro baixo.

E tudo isto introduzido pelos Paralamas do Sucesso, grupo que começou a carreira com uma fortíssima influência do original britânico, especialmente João Barone, que não por coincidência é conhecido como o melhor baterista da cena pop-rock brasileira.

Acho que estou ficando mal acostumado. Ou então, com o tempo, a gente vai ficando mais exigente. Ultimamente só tenho visto shows de primeira qualidade. The Police, Mutantes, Pepperband… só músicas que envolvem outras épocas, grupos extintos que voltam numa onda revival. Sorte nossa. Aliás, isso também é história, não? Uma história muito mais atraente do que tratados e guerras e heróis construídos em livros didáticos.

Agora só resta um gostinho de quero mais. Espero que a história continue a ser escrita, contada e recontada, para nosso deleite.

 

 

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Nossos destinos foram traçados na maternidade

Outubro 31, 2007 · Deixe um comentário

“Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados
Na maternidade…”


Ontem alguém fez aniversário.
Como a data não podia passar em branco, vou lembrar rapidamente como as palavras do poeta cabem perfeitamente em nossa história.

Eu nasci exatamente no dia em que aconteceu a terrível tragédia no edifício Joelma, em São Paulo, no dia 1o de fevereiro de 1974. Neste incêndio morreram 179 pessoas e 300 ficaram feridas.
E não é que estou prestes a me casar, e minha futura esposa se chama Joelma, tal qual o edifício que marcou o dia do meu nascimento?
Parece que ela veio pra incendiar a minha vida…
E, assim como cantava Cazuza, nós também podemos dizer: “nossos destinos foram traçados na maternidade”.

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OUTUBRO

Outubro 21, 2007 · Deixe um comentário

Outubro de 2007.

Morreram este mês dois atores que marcaram época: Paulo Autran e Débora Kerr, respectivamente nos dias 12 e 16.

Ele foi um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. Quem quiser ver um pouco de seu talento, basta ver TERRA EM TRANSE, de Glauber Rocha, lançado em 1967, um dos marcos do Cinema Novo.

 

Ela estourou em hollywood nas décadas de 40 e 50. Nós brasileiros com menos de 50 anos podemos não lembrar da famosa cena do beijo com Burt Lancaster no meio das ondas (ousada para a época), mas certamente conhecemos a citação que Rita Lee fez dela na música FLAGRA, que fazia um trocadilho com o nome de atores famosos:

No escurinho do cinema
Chupando drops de anis
Longe de qualquer problema
Perto de um final feliz…

Se a Deborah Kerr
Que o Gregory Peck
Não vou bancar o santinho
Minha garota é meio West
Eu sou o Sheik Valentino..

Mas de repente
O filme pifou
E a turma toda logo vaiou
Acenderam as luzes
Cruzes!
Que Flagra!
Que Flagra!
Que Flagra!

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TROPA DE ELITE – 174 – filmes diferentes, mesmo personagem

Setembro 21, 2007 · 6 Comentários

Em janeiro de 2000, aconteceu um daqueles episódios que a gente lembra pra sempre de onde estava naquele momento. Estou falando do trágico seqüestro do ônibus 174 no Jardim Botânico, que terminou com a morte da professora e do seqüestrador, tudo visto ao vivo pela TV por milhões de pessoas.

Matias 174À frente das negociações estava o hoje ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais André Batista, que todo mundo conhece agora como o Matias do filme Tropa de Elite, vivido pelo ator revelação André Ramiro. No filme ele é treinado pelo capitão Nascimento – ou Rodrigo Pimentel, na vida real – vivido pelo ator Wagner Moura, para ser o seu substituto.

Outro filme está sendo rodado, este sobre o fatídico episódio do ônibus 174, e o interessante é que o comandante do Bope André Batista é interpretado pelo mesmo ator que o viveu em Tropa de Elite, ou seja, André Ramiro.

(Na foto acima, o verdadeiro policial Matias – André Batista – passa orientações aos atores que interpretam policiais no filme 174)

O mais legal ainda é saber que o ator André Ramiro trabalhou como bilheteiro do cinema do Shopping Fashion Mall até bem pouco tempo. Na verdade, continua trabalhando no cinema, só que do outro lado da tela. Uma espécie de Woody Allen (A Rosa Púrpura do Cairo) às avessas.

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