Como de costume, sempre coloco por aqui fotos dos meus aluninhos.
Agora meus pimpolhos são de Itaipava, terceiro distrito de Petrópolis.
Esses aí são do Educandário Menino Jesus.
É uma pena só dar aula de HGPT (história e geografia de Petrópolis e Turismo), assunto que não domino. Aliás, não sabia muita coisa até agora, que sou obrigado a preparar aulas sobre o tema. Minha esperança é que no ano que vem consiga turmas como professor de história, que é minha área de formação.
Acho que é só clicar na imagem pra ver a foto no tamanho real.
Ontem passou um sujeito aqui em casa oferecendo seus serviços. Cobrou trinta reais para aparar a grama. Disse que não precisava, que eu tinha comprado um aparador elétrico, e tal. Ele argumentou que não era a mesma coisa, ele era profissional, essas coisas. Insistiu pra que eu pegasse ao menos seu telefone para contato. Acabei concordando. Fui além, numas dessas necessidades incontroláveis de tentar parecer simpático, e disse que não era só o fato de não saber aparar direito, que não ficava tão certinho, disse que além de tudo era uma tarefa que cansava muito, e eu acabava dividindo a grama em partes, demorando vários dias pra acertar todo o quintal. Ele concordou com ênfase, dizendo: “é cansativo pra mim, que sou novo, imagina pro senhor”. Ah, tá. Só por curiosidade, ainda perguntei qual era a sua idade. Trinta e três anos. Ah, tá.
Obs: Eu tenho trinta e cinco.
P.S.: hoje acordei com uma gripe daquelas. Tomara que não seja a danada da suína. Também, quem manda não tomar a vacina do idoso?
Em 2005 fiz um concurso público pra trabalhar em Petrópolis, a cidade imperial na região serrana do Rio de Janeiro. Não estudei pra fazer a prova, coisa bastante normal em se tratando de minha pessoa. Me deparei inclusive com questões específicas sobre a história da cidade de Petrópolis, que, evidentemente, eu não sabia. Se tivesse pelo menos lido o edital direitinho saberia que isso ia acontecer. Pois bem: recentemente recebi um telegrama de convocação para assumir o cargo. Participei da reunião preliminar, explicando direitinho os passos a serem dados até entrar em sala de aula. Muitos documentos exigidos, assim como exames médicos. A funcionária da prefeitura deixou claro que quem morava fora da cidade de Petrópolis poderia fazer os exames na sua cidade e depois entregá-los junto com os outros documentos. Cheguei no laboratório e soube que tinha que fazer a transcrição do pedido para o formulário da unimed, e que isso poderia ser feito na própria unimed, que ficava praticamente ao lado do laboratório. Lá fui eu pedir a transcrição para o formulário e o atendente me comunicou que exame admissional o plano de saúde não cobre. Tentei argumentar do absurdo da coisa, já que eu pago o plano todo mês e não seria justo que exatamente quando preciso dele, tenho que pagar do meu bolso. Ou seja, estaria pagando duas vezes pela mesma coisa, etecétera e tal. Não adiantou, ele foi taxativo: está no contrato, não tem jeito. Resultado: fui num médico qualquer, pedi uma consulta, disse que queria fazer um periódico completo, com todos os exames, essas coisas, e saí de lá com os mesmos pedidos de exames que tinha antes, só que agora no formulário da unimed direitinho, e pude fazer finalmente os exames como queria desde o início. Moral da história: quem tenta se dar bem acaba podendo levar a pior. A “burrocracia” da unimed a fez pagar por duas coisas quando na verdade só precisava pagar por uma. O plano teve que cobrir a consulta do médico e mais o exame, quando poderia pagar somente pelo último.
Bem que não costumo jogar futebol porque sempre fui ruim de bola.
atleta de fim de semana
Mas não é que nesse fim de semana atendi aos apelos para que eu participasse de uma pelada? Não deu outra: mais do que um atleta de fim de semana, sou um atleta de uma vez na vida outra na morte. . Acabei todo doído, quase que não agüento nem andar. Além de tudo, já estou numa certa idade, que as piadinhas se seguem:
- É problema de umidade. Quando chega em uma idade…
- É problema de junta. Junta tudo e joga fora.
E por aí vai…
Até que consegui jogar mais tempo do que pensei que fosse conseguir: foram cerca de vinte minutos de cenas dignas de fazer parte do Fantástico, só que no quadro “bola murcha”.
Agora só falta dizer: eu sabia, eu avisei, não avisei?
Na sexta-feira, o tradiciona bloco Embaixadores da Folia foi bem animado.
No sábado, fiquei por Niterói mesmo.
Domingo o dia começou com o Cordão do Boitatá na Praça XV. Depois fomos pro Jardim Botânico pra tentar curtir o Bangalafumenga. Mas infelizmente, ele entrou pra lista daqueles blocos impraticáveis, como o Bola Preta. A gente não consegue nem andar, nem dançar, nem nada…
Roberto Carlos
Na segunda-feira eu presenciei incrédulo ao bloco mais inusitado dos últimos tempos: o Exalta Rei foi criado pra homenagear o rei Roberto Carlos. Ele percorre as apertadas ruas da Urca, onde mora o homenageado, tocando e cantando apenas músicas do rei. O ápice foi a parada na frente do prédio onde mora a sua magestade, e não é que ele apareceu, acenou, agradeceu, se mostrou emocionado, recebeu flores, etc (foto acima). Depois do delírio absoluto, fomos pra Lapa e ainda deu pra pegar o finalzinho do bloco Mão de Lata.
Na terça-feira, outro bloco bastante diferente: o Orquestra Voadora, que não toca nenhuma dessas marchinhas nem sambas de carnaval. No repertório, Tim Maia, Mutantes, Gilberto Gil, e até Jimi Hendrix, tudo isso no gramado do MAM. À noite fomos pra av. Rio Branco e curtimos um pouco do tradicional carnaval de rua da cidade: mais uma vez o Embaixadores da Folia e depois o Cacique de Ramos.
Infelizmente, dois blocos bem legais se tornaram impossíveis de entrar: o Carmelitas e o Céu na Terra, ambos nas apertadas ruas de Santa Tereza.
Foi exatamente na terça feira de carnaval que começava um lindo relacionamento de amor, parceria, confiança e, por que não dizer? Longevidade.
Para completar o carnaval, e mostrar que tudo daria realmente certo, a minha escola de samba foi campeã: a Viradouro arrasou com um samba contagiante, com direito a batida de funk e tudo – “Vou cair na gandaia / Com a minha bateria / No balanço da mulata / Explosão de alegria”.
Na época eu morava em São Gonçalo e no início do namoro eu não tinha telefone em casa nem celular. Início de namoro, momento intenso, e pra ligar pra amada tinha que recorrer ao orelhão, que volta e meia estava quebrado. O caminho até a casa dela era, digamos, confuso. Engarrafamento na ponte significava longos momentos de tédio e nervosismo parado no trânsito. E justamente nesse ano, foi lançada uma música que falava dessa situação: “São Gonça”, de Seu Jorge, que na época cantava no grupo Farofa Carioca. Lá vai a letra:
Pretinha
Faço tudo pelo nosso amor
Faço tudo pelo bem de nosso bem (meu bem)
A saudade é minha dor
Que anda arrasando com meu coração
Não Duvide que um dia
Eu te darei o céu
Meu amor junto com um anel
Pra gente se casar
No cartório ou na igreja
Se você quiser
Se não quiser, tudo bem (meu bem)
Mas tente compreender
Morando em São Gonçalo você sabe como é
Hoje a tarde a ponte engarrafou
E eu fiquei a pé
Tentei ligar pra você
O orelhão da minha rua
Estava escangalhado
Meu cartão tava zerado
Mas você crê se quiser…
Como o carnaval ainda não acabou, na semana que vem escrevo sobre os blocos de rua que eu fui, e a grande sensação deste carnaval: o Exalta Rei.
Quando o Canto da Sereia
Reluziu no seu olhar
Acertou na minha veia
Conseguiu me enfeitiçar…
Tem veneno o seu perfume Que me faz o seu refém Seu sorriso tem um lume Que nenhuma estrela tem… Tô com medo desse doce Tô comendo em sua mão Nunca imaginei que fosse Mergulhar na tentação Essa boca que me beija Me enlouquece de paixão Te entreguei numa bandeja A chave do meu coração… Seu tempero me deixa bolado É um mel misturado com dendê No seu colo eu me embalo Eu me embolo Até numa casinha de sapê Como é lindo o bailado Debaixo dessa sua saia godê Quando roda no bamba querer Fazendo um fuzuê… Minha deusa esse seu encanto Parece que veio do ilê Ou será de um jogo de jongo Que fica no corumbandê Eu só sei que o som do batuque É um truque do seu balancê Preta cola comigo porque Tô amando você…
PS: Registro fotográfico feito por Angelisa, minha prima.
Os versos são cantados por Zeca Pagodinho, em música que serviu de tema de entrada dos noivos no Rancho das Flores, e que serve de tema musical para a minha vida nos últimos quase onze anos.
“Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados
Na maternidade…”
Ontem alguém fez aniversário.
Como a data não podia passar em branco, vou lembrar rapidamente como as palavras do poeta cabem perfeitamente em nossa história.
Eu nasci exatamente no dia em que aconteceu a terrível tragédia no edifício Joelma, em São Paulo, no dia 1o de fevereiro de 1974. Neste incêndio morreram 179 pessoas e 300 ficaram feridas.
E não é que estou prestes a me casar, e minha futura esposa se chama Joelma, tal qual o edifício que marcou o dia do meu nascimento?
Parece que ela veio pra incendiar a minha vida…
E, assim como cantava Cazuza, nós também podemos dizer: “nossos destinos foram traçados na maternidade”.