Na última sexta-feira surgiu o assunto no pré-vestibular de Itaipú. Claro que o tema rendeu, pois desde a adolescência que sou fã do escritor, e quando a conversa envereda para algo que gostamos…
Pois bem, na hora esqueci de comentar que minha prima Gisella está produzindo uma mostra com as obras de Machado de Assis que foram transportadas para a telona do cinema. A mostra recebeu o título de MEMÓRIAS CINEMATOGRÁFICAS DE MACHADO DE ASSIS, e está em cartaz na CAIXA CULTURAL, que fica próximo à estação de Metrô da Carioca.
A apresentação da proposta e a programação encontam-se na no site http://imagemtempo.com.br.
Um abraço a todos.
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Outubro de 2007.
Morreram este mês dois atores que marcaram época: Paulo Autran e Débora Kerr, respectivamente nos dias 12 e 16.
Ele foi um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. Quem quiser ver um pouco de seu talento, basta ver TERRA EM TRANSE, de Glauber Rocha, lançado em 1967, um dos marcos do Cinema Novo.
Ela estourou em hollywood nas décadas de 40 e 50. Nós brasileiros com menos de 50 anos podemos não lembrar da famosa cena do beijo com Burt Lancaster no meio das ondas (ousada para a época), mas certamente conhecemos a citação que Rita Lee fez dela na música FLAGRA, que fazia um trocadilho com o nome de atores famosos:
No escurinho do cinema
Chupando drops de anis
Longe de qualquer problema
Perto de um final feliz…
Se a Deborah Kerr
Que o Gregory Peck
Não vou bancar o santinho
Minha garota é meio West
Eu sou o Sheik Valentino..
Mas de repente
O filme pifou
E a turma toda logo vaiou
Acenderam as luzes
Cruzes!
Que Flagra!
Que Flagra!
Que Flagra!
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Em janeiro de 2000, aconteceu um daqueles episódios que a gente lembra pra sempre de onde estava naquele momento. Estou falando do trágico seqüestro do ônibus 174 no Jardim Botânico, que terminou com a morte da professora e do seqüestrador, tudo visto ao vivo pela TV por milhões de pessoas.
À frente das negociações estava o hoje ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais André Batista, que todo mundo conhece agora como o Matias do filme Tropa de Elite, vivido pelo ator revelação André Ramiro. No filme ele é treinado pelo capitão Nascimento – ou Rodrigo Pimentel, na vida real – vivido pelo ator Wagner Moura, para ser o seu substituto.
Outro filme está sendo rodado, este sobre o fatídico episódio do ônibus 174, e o interessante é que o comandante do Bope André Batista é interpretado pelo mesmo ator que o viveu em Tropa de Elite, ou seja, André Ramiro.
(Na foto acima, o verdadeiro policial Matias – André Batista – passa orientações aos atores que interpretam policiais no filme 174)
O mais legal ainda é saber que o ator André Ramiro trabalhou como bilheteiro do cinema do Shopping Fashion Mall até bem pouco tempo. Na verdade, continua trabalhando no cinema, só que do outro lado da tela. Uma espécie de Woody Allen (A Rosa Púrpura do Cairo) às avessas.
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