Em 2005 fiz um concurso público pra trabalhar em Petrópolis, a cidade imperial na região serrana do Rio de Janeiro. Não estudei pra fazer a prova, coisa bastante normal em se tratando de minha pessoa. Me deparei inclusive com questões específicas sobre a história da cidade de Petrópolis, que, evidentemente, eu não sabia. Se tivesse pelo menos lido o edital direitinho saberia que isso ia acontecer. Pois bem: recentemente recebi um telegrama de convocação para assumir o cargo. Participei da reunião preliminar, explicando direitinho os passos a serem dados até entrar em sala de aula. Muitos documentos exigidos, assim como exames médicos. A funcionária da prefeitura deixou claro que quem morava fora da cidade de Petrópolis poderia fazer os exames na sua cidade e depois entregá-los junto com os outros documentos. Cheguei no laboratório e soube que tinha que fazer a transcrição do pedido para o formulário da unimed, e que isso poderia ser feito na própria unimed, que ficava praticamente ao lado do laboratório. Lá fui eu pedir a transcrição para o formulário e o atendente me comunicou que exame admissional o plano de saúde não cobre. Tentei argumentar do absurdo da coisa, já que eu pago o plano todo mês e não seria justo que exatamente quando preciso dele, tenho que pagar do meu bolso. Ou seja, estaria pagando duas vezes pela mesma coisa, etecétera e tal. Não adiantou, ele foi taxativo: está no contrato, não tem jeito. Resultado: fui num médico qualquer, pedi uma consulta, disse que queria fazer um periódico completo, com todos os exames, essas coisas, e saí de lá com os mesmos pedidos de exames que tinha antes, só que agora no formulário da unimed direitinho, e pude fazer finalmente os exames como queria desde o início. Moral da história: quem tenta se dar bem acaba podendo levar a pior. A “burrocracia” da unimed a fez pagar por duas coisas quando na verdade só precisava pagar por uma. O plano teve que cobrir a consulta do médico e mais o exame, quando poderia pagar somente pelo último.
Petrópolis
Março 14, 2009 · 1 Comentário
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1 resposta Até agora ↓
Rogério Soares // Março 16, 2009 às 3:29 am |
Ha, ha ha! Boa, Maturana! A melhor forma de se combater a “burrocracia” é com a esperteza! Mas e aí? Vc está em Petrópolis? Esses dias encontrei com Márcio em Niterói. Conversamos muito, inclusive sobre o nosso cd. Ah, concluí minha dissertação. Ela está on-line. Você bem que poderia ler e postar uma crítica aqui no seu blog. Eu ficaria honrado com suas considerações.
http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/cgi-bin/db2www/PRG_0651.D2W/SHOW?Mat=&Sys=&Nr=&Fun=&CdLinPrg=pt&Cont=13039:pt
O endereço é esse aí. Vê se aparece.
abraços
Ah, você lembra o nome das músicas que tocaram no seu casamento? Queria baixar uma, mas não me lembro do nome.