Fi-lo Porque Qui-lo

Então é Natal…

Dezembro 24, 2006 · Deixe um comentário

Gostaria a desejar a todos um feliz natal relembrando um texto que escrevi no natal de 2004:

Natal e ano novo, época de rever certos conceitos e/ou pré-conceitos. A fim de reafirmar a necessidade de olhar para trás, reformular posturas e vislumbrar um futuro melhor.
Comemoração do nascimento. Mistério da Santíssima Trindade à parte, o nascimento de alguém que pregou o amor entre as pessoas, abandonou família para lutar de corpo e alma por um mundo melhor. Tenho profunda admiração por pessoas capazes de abandonar tudo por um ideal. Jesus Cristo, Che Guevara, São Francisco de Assis…
Francisco Bernardone nasceu na cidade italiana de Assis, em 1181, filho de um rico comerciante de tecidos, e tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios. Tentou dar continuidade à carreira paterna, mas logo abandonaria a idéia.
Aos vinte anos, alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas no meio do caminho teve um sonho revelador: deveria trabalhar para “o Patrão e não para o servo”. Desde então, dedicou-se ao serviço de doentes e pobres.
Em 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: “Francisco, restaure minha casa decadente”. O chamado ainda pouco claro para São Francisco foi tomado no sentido literal, e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha, o que lhe rendeu ser deserdado pelo pai.
Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, São Francisco deu início à sua vida religiosa, “unindo-se à Irmã Pobreza”. Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos anos se transformou numa das maiores da Cristandade.
Para os leigos que viviam no mundo, mas desejavam ser fiéis ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana, fundou a Ordem Terceira.
Olhar para o legado deixado por essas pessoas nos fazem refletir sobre o significado da vida, dos bens materiais e sobre os princípios básicos de amor ao próximo. Nos fazem pensar que, em vez de ficar esperando algo de bom acontecer conosco, seria muito mais significativo fazer algo de bom. Entender que é sempre melhor Consolar, que ser consolado. Compreender, que ser compreendido. Amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. Perdoando, que se é perdoado e tudo o mais…


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